sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Oficina 5: O uso de fontes cartoriais e judiciais na pesquisa histórica – séculos XVIII e XIX.


Oficina 5

Identificação do(s) proponente(s)
Proponente 1:

Nome

Darlan de Oliveira Reis Junior

Currículo abreviado

Doutorando em História Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC), bolsista da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Funcap.
Mestre pela Universidade Severino Sombra (USS).
Professor Adjunto da Universidade Regional do Cariri (URCA).
Líder do Grupo de Pesquisa em História Regional, cadastrado no CNPq e certificado pela instituição.
Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Império, atuando principalmente nos seguintes temas: trabalho, questão agrária, escravidão e conflitos sociais.

E-mail

professordarlan@gmail.com


Proponente 2:

Nome

Raimundo Nonato Rodrigues de Souza 

Currículo abreviado

Doutorando em História Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC), bolsista da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Funcap.
Mestre em História pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
Professor Assistente da Universidade Estadual Vale do Acaraú.
Líder do Grupo de Pesquisa História Social e Memória, cadastrado no CNPq e certificado pela instituição.
Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil. Atuando principalmente nos seguintes temas: Irmandade, Festa, Escravidão.

E-mail

raimundononato.sousa@bol.com.br



Apresentação da atividade (a proposta deverá ser elaborada para ser desenvolvida em 6 h, das quais 4 h em sala de aula e 2 h de leitura complementar)

Título

O uso de fontes cartoriais e judiciais na pesquisa histórica – séculos XVIII e XIX.

Ementa

A utilização de documentos cartoriais e judiciais na pesquisa histórica. Inventários post-mortem, autos de partilha, testamentos. Processos criminais, processos civis. Experiências práticas no trabalho com as fontes. Delimitação de temas e problematização.

Objetivo geral
Analisar o uso das fontes cartoriais e judiciais na pesquisa histórica e na produção historiográfica.

Objetivos específicos
Discutir a historicidade dos documentos analisados.
Discutir as abordagens e metodologias no uso das fontes cartoriais e judiciais.

Metodologia de trabalho
Aulas expositivas, apresentação da documentação por meio digital, discussão teórica.

Público a que se destina a atividade
Estudantes da graduação em História

Programação
Aula 1 – O historiador e o trabalho com fontes cartoriais
1.1 – Os inventários post-mortem
1.2- Demais fontes cartoriais.

Aula 2 – História social e processos
2.1 – Os processos criminais.
2.2 – Disputas nos processos civis.

Além das duas horas de leitura complementar.

Bibliografia básica de acordo com as normas da ABNT
LARA, Silvia Hunold; MENDONÇA, Joseli Maria Nunes (organizadoras). Direitos e justiças no Brasil: ensaios de história social. Campinas –SP: Editora da Unicamp, 2006.
LINHARES, Maria Yedda L.; SILVA, Francisco Carlos Teixeira. Terra prometida: uma história da questão agrária no Brasil. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
MOTTA, Márcia Maria M.; GUIMARÃES, Elione Silva (orgs.). Propriedades e disputas: fontes para a história do direito. Guarapuava: Unicentro, 2011; Niterói, EDUFF, 2011.
______. História Social da Agricultura revisitada: fontes e metodologia de pesquisa. Diálogos, revista do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Maringá, volume 11, nº3, 2007b. Disponível em <http://www.dialogos.uem.br/include/getdoc.php?id=1098&article=447&mode=pdf>
NEDER, Gislene. Discurso jurídico e ordem burguesa no Brasil. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor, 1995.
REIS JUNIOR, Darlan de O. O uso de inventários na pesquisa histórica. Cadernos de Cultura e Ciência. Universidade Regional do Cariri, vol.1, nº 1, p. 94-101, 20 Disponível em <http://periodicos.urca.br/ojs/index.php/cadernos/article/view/5906.>
SOUZA, Raimundo Nonato Rodrigues de. A escravidão no vale do Acaraú-ce.: documentos do período colonial. In: SANTOS, Chrislene Carvalho dos (org.). História Social e Memória - ensaios de temas, fontes e pesquisas em Sobral. 01 ed. Rio de Janeiro: Corifeu, 2007, v. 01, p. 01-128.
TAVARES, Iris Mariano. A medida da riqueza: Os inventários post-mortem e a escravidão na vila/cidade do Crato-CE (1850-1870). In: II Simpósio de História do Maranhão Oitocentista, 2011, São Luís. Simpósio de História do Maranhão Oitocentista: disputas políticas e práticas de poder. São Luís, 2011.
WOLKMER, Antonio Carlos. História do Direito no Brasil. Rio de Janeiro: Forense, 1999.

Gráfica/copiadora onde estarão disponíveis os textos
Xerox do curso de Psicologia

Recursos didáticos necessários
Projetor (data show) para apresentação da documentação digitalizada.
Fonte, isolador, extensão.

Outras informações
Os textos para leitura complementar estarão previamente disponibilizados na copiadora citada.

Oficina 4: Paleografia e História: transcrição, edição e estudo de manuscritos do Ceará Colonial


Oficina 4

Identificação do(s) proponente(s)
Proponente 1:

Nome

Walter de Carvalho Braga Júnior

Currículo abreviado

Mestre em História Social – UFC
Pesquisador GEPEHG – UFC
Professor na Rede Estadual de Ensino Médio – SEDUC-CE

E-mail



Proponente 2:

Nome

Ana Cecília Farias de Alencar

Currículo abreviado

Especialista em História do Brasil
Funcionária do Arquivo Público do Estado do Ceará - APEC

E-mail

anacecyfarias@hotmail.com

Apresentação da atividade (a proposta deverá ser elaborada para ser desenvolvida em 6 h, das quais 4 h em sala de aula e 2 h de leitura complementar)

Título

Paleografia e História: transcrição, edição e estudo de manuscritos do Ceará Colonial.

Ementa

Estudo e aplicação da técnica paleográfica em manuscritos do Ceará Colonial.

Objetivo geral
Selecionar, ler e editar documentos manuscritos do Ceará Colonial.


Objetivos específicos
Familiarizar os pesquisadores com as normas da transcrição paleográfica.
Apresentar a paleografia como metodologia de pesquisa em fontes manuscritas originais.
Analisar documentos manuscritos do período colonial.
Desenvolver ações de leitura e transcrição de acordo com o método paleográfico.
Demonstrar as possibilidades de pesquisa em documentação primária no Arquivo Público do Estado do Ceará.

Metodologia de trabalho
Aulas expositivo-dialogadas através de slides. Estudo das normas de transcrição paleográfica. Leitura coletiva de documentação. Prática de transcrição e edição dos documentos selecionados.

Público a que se destina a atividade
Historiadores e pesquisadores de áreas afins.

Programação
Primeiro dia 09/11/2011
  1. Paleografia: origem e aplicabilidade.
  2. Particularidades da escrita colonial.
  3. A técnica paleográfica
2.1. Metodologia.
2.2. Seleção de fontes, leitura, edição e transcrição (diplomática, semidiplomática e atualizada).

Segundo dia 10/11/2011
4. A documentação do Arquivo e a pesquisa histórica.
4.1. Catalogação e pesquisa.
5. Contribuição da paleografia para a demografia histórica e pesquisas na área de estudos de gênero.
6. Atividade de transcrição de documentos.

Bibliografia básica de acordo com as normas da ABNT
ACIOLI, Vera Lúcia Costa. A escrita no Brasil Colônia: um guia para leitura de documentos manuscritos. Recife: Fundaj, Editora Massangana; UFPE, Editora Universitária, 1994.
BELLOTO, Heloísa. Como fazer análise diplomática e tipológica de documento de arquivo. Coleção Como Fazer vol 8. São Paulo: Arquivo do Estado e Imprensa Oficial do Estado, 2002.
BERWANGER, Ana Regina; Leal, João Eurípedes Franklin. Noções de Paleografia e Diplomática. Santa Maria, Centro de Ciências Sociais e Humanas-UFSM, 1991.
FLEXOR, Maria Helena Ochi. Abreviaturas. Manuscritos dos Séculos XVI ao XIX. Secretaria da Cultura, Arquivo do Estado de São Paulo, São Paulo, 1979.
MENDES, Ubirajara Dolácio. Noções de Paleografia. 2ed. São Paulo: Arquivo Público do Estado de São Paulo, 2008.
SAMARA, Eni de Mesquita (Org.). Paleografia, documentação e metodologia histórica. São Paulo: Humanitas, 2010.


Gráfica/copiadora onde estarão disponíveis os textos
Yellow Cópias

Recursos didáticos necessários
Data Show; fichas de transcrição paleográfica (cópias)

Outras informações
Ao final desta oficina, o aluno deverá ser capaz de promover a ficha descritiva de documentos, bem como de dados sobre seus autores; reconhecer e ler os caracteres gráficos de diferentes manuscritos e estabelecer critérios para sua leitura e transcrição.

Oficina 3: Documentos para o estudo do semiárido


Oficina 3

Identificação do(s) proponente(s)
Proponente 1:

Nome

Renata Felipe Monteiro

Currículo abreviado

- Mestranda em História Social pelo Programa de Pós-Graduação em História – UFC
- Participante do Grupo de Pesquisa Seca, cultura e movimentos sociais, registrado no CNPQ/Certificado pela UFC.

E-mail



Proponente 2:

Nome

Tyrone Apollo Pontes Cândido

Currículo abreviado

- Professor Auxiliar do Curso de História da Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central (Quixadá) – UECE.
- Mestre em História Social pelo Programa de Pós-Graduação em História – UFC.
- Doutorando em História Social pelo Programa de Pós-Graduação em História – UFC.
- Líder do Grupo de Pesquisa: Seca, cultura e movimentos sociais, registrado no CNPQ/Certificado pela UFC.
- Autor do livro: Trem da seca: sertanejos, retirantes e operários (1877-1880). Fortaleza: Museu do Ceará, 2005.

E-mail



Apresentação da atividade (a proposta deverá ser elaborada para ser desenvolvida em 6 h, das quais 4 h em sala de aula e 2 h de leitura complementar)

Título

Documentos para o estudo do semiárido

Ementa

A proposta de oficina Documentos para o estudo do semi-árido surge com uma dupla preocupação. Em primeiro lugar, busca alertar a comunidade acadêmica para o descaso com que têm sido tratados alguns acervos documentais úteis aos estudos da temática das secas, em particular os documentos atualmente sob a guarda do DNOCS de Fortaleza, cujo destino certo (caso não seja tomada uma imediata providência) será a desintegração de importante suporte da memória histórica do semi-árido no Ceará. Em segundo lugar, procura reconstituir um inventário geral da documentação referente ao tema, apontando para alguns usos possíveis dessas fontes em estudos históricos sobre as secas e assuntos conexos.

Objetivo geral
Mostrar algumas possibilidades de estudo histórico sobre a temática das secas.

Objetivos específicos
- Analisar a seca enquanto um fenômeno social.
- Discutir sobre os principais conjuntos documentais para a pesquisa histórica sobre as secas.
- Apresentar algumas pesquisas recentes ou atualmente em curso desenvolvidas sobre o assunto em tela.

Metodologia de trabalho
As discussões da presente oficina se darão através de três recursos básicos:
- Apresentação de slides
- Leitura e discussão de textos
- Exercício de interpretação de documentos históricos.

Público a que se destina a atividade
Estudantes em geral.

Programação
Na primeira sessão de discussão serão trabalhados aspectos gerais sobre o estudo das secas e sua relação com a História Social. Serão apresentados slides apresentando alguns acervos de pesquisa, constituindo um esboço de inventário das fontes de estudo do semi-árido. Na segunda sessão dedicar-nos-emos a discutir algumas possibilidades de pesquisa no assunto, trabalhando em seguida à interpretação de determinadas fontes históricas.

Bibliografia básica de acordo com as normas da ABNT
BARBOZA, Edson Holanda Lima. Ida ao inferno verde: experiências da migração de trabalhadores do Ceará para a Amazônia (1942-45). (Dissertação de Mestrado – PUC-SP) São Paulo: 2005.
CANDIDO, Tyrone Apollo Pontes. Trem da seca: sertanejos, retirantes e operários (1877-1880). Fortaleza: Museu do Ceará, 2005.
CHAVES, José Olivenor. Fortaleza e os retirantes da seca de 1877: o real de um imaginário dominante. (Dissertação de Mestrado – UFPE). Recife: 1995.
DAVIS, Mike. Holocaustos coloniais: fome, clima e imperialismo na formação do Terceiro Mundo. Rio de Janeiro e São Paulo: Record, 2002.
FERREIRA, Lara Vanessa de Castro. Enxadas e compassos: seca, ciência e trabalho no sertão cearense (1915-1919). (Dissertação de Mestrado – UFBA) Salvador, 2009.
LIMA, Aline Silva. Um projeto de “combate às secas”, os engenheiros civis e as obras públicas: IOCS e a construção do açude Tucunduba 1909-1919. (Dissertação de Mestrado – UFC) Fortaleza, 2010.
NEVES, Frederico de Castro. A multidão e a história: saques e outras ações de massa no Ceará. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2000.
RIOS, Kenia de Sousa. Campos de concentração no Ceará: isolamento e poder na seca de 1932. Fortaleza: Museu do Ceará, 2001.
VILLA, Marco Antonio. Vida e morte no sertão: história das secas nos séculos XIX e XX. São Paulo: Ática, 2000.

Gráfica/copiadora onde estarão disponíveis os textos
Yellow

Recursos didáticos necessários
Sala de aula.
Data-Show.
Pincéis.

Oficina 2: A relação da Capoeira com a História: novas possibilidades para o ensino.


Oficina 2
Identificação do(s) proponente(s)
Proponente:

Nome

José Olímpio Ferreira Neto

Currículo abreviado

Contramestre de Capoeira com mais de 18 anos de prática, dos quais 15 de ensino. Possui duas especializações na área de Educação tendo como tema de trabalhos de conclusão, capoeira e educação, tendo ainda, artigos publicados na área. Formado em Biologia – UVA, acadêmico de Filosofia – UECE e Direito – UNIFOR. Atua como professor da Educação Básica no Estado e no Município e como voluntário em uma escola municipal.


E-mail


Apresentação da atividade (a proposta deverá ser elaborada para ser desenvolvida em 6 h, das quais 4 h em sala de aula e 2 h de leitura complementar)

Título

A relação da Capoeira com a História: novas possibilidades para o ensino

Ementa

Apresentação da história da capoeira através da dialética, abordando do Brasil colônia aos dias atuais; revelar aspectos dos estilos de capoeira que coexistem hoje; indicação de possibilidades pedagógicas para o ensino de história através da capoeira; apresentação das cantigas como instrumento crítico-reflexivo da história e de formação de uma identidade afro-brasileira.

Objetivo geral
Caracterizar a capoeira como um instrumento pedagógico para o ensino de história

Objetivos específicos
Introduzir os participantes no contexto histórico da capoeira;
Apresentar os estilos de capoeira acentuando suas diferenças;
Vivenciar o ritual dessa cultura popular;
Contribuir para a formação da identidade afro-brasileira;
Estimular o diálogo entre o ensino formal e informal.

Metodologia de trabalho
Aula expositiva;
Discussão;
Cantigas;
Vivência do ritual;
Leitura de material.

Público a que se destina a atividade
Acadêmicos de História;
Professores de História do Ensino Básico;
Professores de capoeira;
Interessados na Cultura Popular.

Programação
09/10/2011 – Exposição oral do processo histórico da Capoeira sob uma perspectiva dialética.
10/10/2011 – Exibição de trecho do Documentário “Mestre Bimba: A Capoeira Iluminada”. Comentários sobre o vídeo. Espaço para perguntas. Exposição ilustrada com prática dos convidados. Vivencia dos participantes da oficina na roda de capoeira.


Bibliografia básica de acordo com as normas da ABNT
CAPOEIRA, Nestor. Capoeira: pequeno manual do jogador. 8ª ed. Rio de Janeiro:
Record, 2009.
CAMISA, Mestre. Cantigas de Capoeira: ABADA-CAPOEIRA – Associação
Brasileira de Apoio e Desenvolvimento da Arte Capoeira. Rio de Janeiro: Abadá
Edições, 1997.
CASTRO JÚNIOR, Luis Vitor. Capoeira Angola: olhares e toques cruzados entre
historicidade e ancestralidade. In: Rev. Bras. Cienc. Esporte, Campinas, v. 25, n. 2,
p. 143-158, jan. 2004.
FERREIRA NETO, José Olímpio. Capoeira no contexto escolar: instrumento
facilitador da aprendizagem. In: SANTOS, José Kennedy Silva dos. Abrindo trilhas
para os saberes: Formação humana, Cultura e Diversidade. Fortaleza: SEDUC-CE,
2009.
__________________. Crítica à capoeira como cultura de massa. artigo apresentado
na X Semana de Filosofia da UECE, 2010.
MESTRE BIMBA – A Capoeira Iluminada. Direção de Luiz Fernando Goulart;
Lumem Produções; 2007. 78Min.
PASTINHA, Vicente Ferreira. Capoeira Angola: Mestre Pastinha. 3ªed., Salvador-
BA: Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1988.
REGO, Waldeloir. Capoeira Angola: Ensaio Sócio-Etnográfico. s/ed., Salvador, BA:
Editora Itapuã, 1968.
SILVA, Robson Carlos. Dos vadios e capoeiras: reflexões sobre a relação da
capoeira com grupos políticos do século XIX. In: FRANCO, Gomes Kennedy
Roberto; VASCONCELOS, José Gerardo. Outras histórias do Piauí. Fortaleza: Edições
UFC, 2007.
VIEIRA, Luiz Renato. O Jogo da Capoeira Corpo e Cultura Popular no Brasil.
2ªed., Rio de Janeiro, RJ: Sprint, 1998.

Gráfica/copiadora onde estarão disponíveis os textos
Xérox da Cultura Hispânica – UFC

Recursos didáticos necessários
Recursos áudio visuais: Data show, computador e som;
Textos especializados;
Instrumentos de Capoeira: atabaque, pandeiro e berimbaus (por conta do ministrante da oficina).

Outras informações
A oficina será desenvolvida no campo da teoria da vivência: trata-se de uma pequena experiência no mundo da capoeira através das cantigas toques e do jogo que ocorre dentro da roda. Participarão alunos de um grupo de capoeira que facilitará o processo de imersão nesse universo.

Oficina 1: Análises de Livros Didáticos de História: múltiplos olhares para um complexo artefato cultural


Oficina 1


Identificação do(s) proponente(s)
Proponente:
Nome
André Victor Cavalcanti Seal da Cunha
Currículo abreviado
Professor de Metodologia do Ensino de História e Estágio Curricular Supervisionado da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.
Doutorando em História da Universidade Federal do Ceará.
Desde 2005 vem atuando como Parecerista no Processo de Avaliação do Programa Nacional do Livro Didático.
E-mail
Título
Análises de Livros Didáticos de História: múltiplos olhares para um complexo artefato cultural
Ementa
Este curso busca possibilitar a realização de análises fundamentadas acerca do livro didático de História. Nosso ponto de partida será entender a sua complexidade enquanto artefato cultural. Abordaremos as diversas perspectivas teóricas, que desde a década de 1970, vem colocando essas obras no centro do debate histórico-educacional. Como exercício teórico-prático abordaremos questões relativas à inserção de narrativas históricas (convertidas em objetos de ensino), de iconografia, de propostas de atividade, bem como aos aspectos gráfico-editoriais.

Objetivo geral
  • Possibilitar a compreensão das repercussões da avaliação do PNLD na produção das coleções didáticas de História durante o período de 1997 a 2011.


Objetivos específicos
  • Identificar as reconfigurações presentes nas coleções didáticas ao longo do processo avaliativo do MEC;
  • Analisar as prescrições do PNLD para a conformação das Coleções;
  • Analisar estratégias utilizadas pela equipe técnica editorial frente à avaliação do PNLD.

Metodologia de trabalho
A oficina tem uma metodologia de trabalho baseada na concepção de aprendizagem enquanto uma construção de conhecimentos. Procura-se, portanto, desenvolver as atividades na perspectiva de relacionar saberes teóricos e práticos dos participantes. Desta forma, adota-se como premissa a diversificação de procedimentos didáticos e uso variado de recursos pedagógicos, tais como: exposição dialogada, debates, atividades em grupo.

Público a que se destina a atividade
Graduandos em História ou Professores da Educação Básica.

Programação
1º Encontro – Reflexões acerca da complexidade do Livro Didático enquanto um artefato cultural; Análises sobre o Programa Nacional do Livro Didático.
2º Encontro – Atividade de análises de Livros Didáticos.

Bibliografia básica de acordo com as normas da ABNT
BATISTA, Antônio A.G e ROJO, R.. Livros escolares no Brasil: a produção científica. Em VAL, M.G.C. e MARCUSCHI, B. (Orgs). Livros didáticos de Língua Portuguesa: letramento e cidadania. Belo Horizonte, Autêntica, 2005.
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Livro Didático e Conhecimento Histórico: uma História do saber escolar. São Paulo: USP, 1993. Tese (Doutorado em educação), USP, 1993.
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Livros Didáticos de História: práticas e formação docente. In DALBEN, Ângela et all (orgs). Coleção Didática e Prática de Ensino. Belo Horizonte: Autência, 2010.
CASSIANO, Célia Cristina de Figueiredo. O Mercado do Livro Didático no Brasil: da criação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) á entrada do capital internacional espanhol (1985 – 2007). São Paulo: PUC, 2007. Tese (Doutorado em Educação), PUC, 2007.
FARICELLI, Marilu de Freitas. Conteúdo Pedagógico da História como Disciplina Escolar: Exercícios propostos por Livros Didáticos de 5a à 8a série. São Paulo: PUC, 2005. Dissertação (Mestrado em Educação), PUC, 2005.
FERNANDES, Antônia Terra de Calazans. Livros Didáticos em Dimensões Materiais e Simbólicas. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 30, n. 03, p. 531-545, set/dez, 2004.
GATTI JÚNIOR, Décio. A Escrita Escolar da História: livro didático e ensino no Brasil (1970-1990). Uberlândia: EDUSC/EDUFU, 2004.
LIMA e FONSECA, Thaís Nívea de. “Ver para Compreender”: Arte, Livro Didático e a História da Nação. In: SIMAN, Lana Mara de Castro; LIMA e FONSECA, Thaís Nívea de. Inaugurando a História e Construindo a Nação. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
LUCA, Tânia Regina de. Livro Didático e Estado: explorando possibilidades interpretativas. In ROCHA, Helenice Aparecida Bastos at all (orgs). A História na Escola: autores, livros e leituras. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2009.
MUNAKATA, Kazumi. Produzindo Livros Didáticos e Paradidáticos. São Paulo: PUC, 1997. Tese (Doutorado em Educação), PUC, 1997.
MUNAKATA, Kazumi.Histórias que os Livros Didáticos Contam, depois que acabou a ditadura no Brasil. In: FREITAS, Marcos César de. Historiografia Brasileira em Perspectiva. São Paulo: Contexto, 2003.
RAMOS, Francisco Régis Lopes. A Danação do Objeto: o museu no ensino de História. Chapecó: ARGOS, 2004.
RAMOS, Francisco Régis Lopes. Passado Sedutor: A História do Ceará entre o fato e a fábula. In RIOS, Kênia Sousa e FURTADO FILHO, João Ernani (orgs). Em Tempo: História, memória e Educação. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2008.

Gráfica/copiadora onde estarão disponíveis os textos
Copiadora do prédio de psicologia.

Recursos didáticos necessários
DATA-SHOW.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Minicurso 6: História da juventude em Fortaleza, 1930 - 1940.


Minicurso 6

Identificação do(s) proponente(s)
Proponente:
Nome
Afonsina Maria Augusto Moreira.
Currículo abreviado
Professora substituta no Departamento de História da UFC. Doutora em História pela PUC/SP com a Tese No Norte da Saudade: esquecimento e memória em Gustavo Barroso, 2006 (CNPq). Mestra em História pela PUC/SP com a Dissertação A Juventude da Pátria A(r)mada: o Centro Estudantal Cearense em Fortaleza, 1931-1945, 1999 (CNPq). Licenciada em História pela UFC. Dentre as principais publicações: Terra de Sol: entre Deus e o diabo. In: Trajetos. Revista do Programa de Pós-Graduação em História Social e do Departamento de História da UFC. Vol. 4, Nº 8. Fortaleza: Departamento de História, 2006. (Dossiê Religiosidade); Saudades do povo: a questão do folclore nos escritos de Gustavo Barroso. In: Anais do Museu Histórico Nacional. Vol. 40. Rio de Janeiro: O Museu, 2008, pp. 113-141. (História e Patrimônio); Com quantos ressentimentos se faz o passar do tempo? In: Anais do XXV Simpósio Nacional de História: Por uma est(ética)da beleza na História. Fortaleza: ANPUH, 2009.
E-mail
afonsinamoreira@hotmail.com

Apresentação da atividade (a proposta deverá ser elaborada para ser desenvolvida em 6 h, das quais 4 h em sala de aula e 2 h de leitura complementar)
Título
História da juventude em Fortaleza, 1930 - 1940.
Ementa
História, memória, juventude, cidade, cultura do corpo, assistência.

Objetivo geral

A juventude, como também a infância, a puberdade, a adolescência, e todos os outros instantes que, na dúvida, os especialistas definem como “pré”, ou seja, pré-adolescência, pré-puberdade, pré-juventude, são vistos e enfocados como um sintoma de esperança e de crença redobrada no futuro. E, pre-ocupação no presente. Universidades, escolas, partidos políticos, associações ligadas à igreja (ou melhor, às várias religiões), instituições caritativas, indústrias, comércios, professores, psicólogos, terapeutas e, inelutavelmente, pais e mães, mais e mais, têm voltado sua atenção para a mocidade, apresentando cada um sua própria justificativa para tal. Esses debates acabam por se alastrar para as esferas da família, dos lojistas, das organizações não governamentais. E, no estabelecimento de centros e eventos comemorativos que visam congregar os jovens: congressos, conferências, encontros, festivais, caminhadas, marchas...
À análise da história cabe perscrutar experiências de juventude, ou melhor dito, as diferentes juventudes (a escolar, a literária, a feminina, a negra, a judia, a operária, a religiosa e por aí afora) buscando compreendê-las em suas diversas ambiências históricas. Portanto, o historiador deve ter o cuidado de não tomar o termo “juventude” como uma categoria generalizadora e uniforme. Ou, em outras palavras, estar atento para o fato de que, em um mesmo período ou circunstância histórica, os jovens não devem ser tomados como algo homogêneo ou uno; ou como formando um único e indivisível grupo, mas de uma forma plural, diversa e, em alguns casos, antagônica e adversária.
Desse modo, o objetivo central para este minicurso é analisar ideias e ideais sobre juventude, sobretudo estudantil, na cidade de Fortaleza, entre as décadas de 1930 e 1940. A ênfase é para a análise de documentos estudantis, fontes hemerográficas, documentos oficiais e estudos bibliográficos. Analisar práticas intencionadas em demarcar identidades e indicar comportamentos tidos como os mais adequados para o melhor aproveitamento das potencialidades juvenis. Dentre as iniciativas orientadas por e para os jovens, destacam-se aquelas alusivas ao Centro Estudantal Cearense CEC, fundado 1931, e que visou responder ao desejo de aglutinar os jovens estudantes em uma entidade única, que os representasse para além dos estabelecimentos de ensino.


Objetivos específicos
 
Dos objetivos específicos concernentes ao objetivo geral de analisar ideias e idéias sobre juventude em Fortaleza nas décadas de 1930 e 1940, destacam-se o intuito de analisar as principais iniciativas associadas à juventude, bem como a repercussão na cidade: construção da “Casa do Estudante”; “Torneios Intercolegiais de Cultura”; “Polícia Estudantal”; “Olimpíadas Estudantais”. E também, as lutas pela “meia” nos cinemas, nos teatros e nos bondes. A exemplo da disputa que envolveu o Centro Estudantal Cearense e a Companhia Ceará Ligth, concessionária na prestação dos serviços de transporte via bonde na capital, e que referiu à relutância da companhia inglesa em aceitar o abatimento de 50% nas passagens dos bondes para os estudantes. Vale salientar que as lutas por residências estudantis e condições propícias aos estudos, “meia” passagem nos transportes coletivos, “meia” entrada nos cinemas, enfim, nas casas de entretenimento e diversão, são reivindicações também na nossa contemporaneidade.


Metodologia de trabalho

Expositiva, estudo bibliográfico, análise de fontes.

Público a que se destina a atividade

Estudantes de graduação.

Programação

1º dia: estudo bibliográfico, análise de fontes.
2º dia: estudo bibliográfico, análise de fontes.


Bibliografia básica de acordo com as normas da ABNT

CAMPOS, Eduardo. As Atividades do Centro Estudantal Cearense de 1932 a 1936. In: Revista do Instituto. Fortaleza: Ano XCVII, N.º 97, 1983, p. 137 -144.
HORTA, José Silvério Baía. O Hino, o sermão e a ordem do dia. A Educação no Brasil (1930 – 1945). Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1994.
LEVI, Giovanni (org.) História dos Jovens. São Paulo: Companhia das Letras, 2 Vol. 1996.
MOREIRA, Afonsina Maria Augusto. Juventude da Pátria A(r)mada: o Centro Estudantal Cearense em Fortaleza, 1931-1945. Fortaleza: Museu do Ceará/SECULT-CE, 2006 a.
RAMALHO, Bráulio Eduardo. As Lutas Políticas dos Universitários Cearenses, 1964/1968. Fortaleza: UFC, Dissertação de Mestrado em Educação, 1992.
RIVIÈRE, Claude. Os Ritos Profanos. Rio de Janeiro: Vozes, 1996.
SANT`ANNA, Denise Bernuzzi de. O Prazer Justificado. História e lazer (São Paulo, 1969/1979). São Paulo: MTC – CNPq/ Marco Zero, 1994
SENNET, Richard. Carne e Pedra. Rio de Janeiro: Record, 1997.


Gráfica/copiadora onde estarão disponíveis os textos
Copylight

Recursos didáticos necessários
Pincel, apagador.