Minicurso
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Identificação do(s) proponente(s)
Proponente:
Nome
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Afonsina Maria Augusto Moreira.
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Currículo abreviado
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Professora substituta no Departamento de História da UFC. Doutora em História pela PUC/SP com a Tese No Norte da Saudade: esquecimento e memória em Gustavo Barroso, 2006 (CNPq). Mestra em História pela PUC/SP com a Dissertação A Juventude da Pátria A(r)mada: o Centro Estudantal Cearense em Fortaleza, 1931-1945, 1999 (CNPq). Licenciada em História pela UFC. Dentre as principais publicações: Terra de Sol: entre Deus e o diabo. In: Trajetos. Revista do Programa de Pós-Graduação em História Social e do Departamento de História da UFC. Vol. 4, Nº 8. Fortaleza: Departamento de História, 2006. (Dossiê Religiosidade); Saudades do povo: a questão do folclore nos escritos de Gustavo Barroso. In: Anais do Museu Histórico Nacional. Vol. 40. Rio de Janeiro: O Museu, 2008, pp. 113-141. (História e Patrimônio); Com quantos ressentimentos se faz o passar do tempo? In: Anais do XXV Simpósio Nacional de História: Por uma est(ética)da beleza na História. Fortaleza: ANPUH, 2009.
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E-mail
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afonsinamoreira@hotmail.com
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Apresentação da atividade (a proposta deverá ser elaborada para
ser desenvolvida em 6 h, das quais 4 h em sala de aula e 2 h de
leitura complementar)
Título
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História da juventude em Fortaleza, 1930 - 1940.
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Ementa
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História, memória, juventude, cidade, cultura do corpo, assistência.
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Objetivo geral
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A juventude, como também a infância, a puberdade, a adolescência, e todos os outros instantes que, na dúvida, os especialistas definem como “pré”, ou seja, pré-adolescência, pré-puberdade, pré-juventude, são vistos e enfocados como um sintoma de esperança e de crença redobrada no futuro. E, pre-ocupação no presente. Universidades, escolas, partidos políticos, associações ligadas à igreja (ou melhor, às várias religiões), instituições caritativas, indústrias, comércios, professores, psicólogos, terapeutas e, inelutavelmente, pais e mães, mais e mais, têm voltado sua atenção para a mocidade, apresentando cada um sua própria justificativa para tal. Esses debates acabam por se alastrar para as esferas da família, dos lojistas, das organizações não governamentais. E, no estabelecimento de centros e eventos comemorativos que visam congregar os jovens: congressos, conferências, encontros, festivais, caminhadas, marchas...
À análise da história cabe perscrutar experiências de juventude, ou melhor dito, as diferentes juventudes (a escolar, a literária, a feminina, a negra, a judia, a operária, a religiosa e por aí afora) buscando compreendê-las em suas diversas ambiências históricas. Portanto, o historiador deve ter o cuidado de não tomar o termo “juventude” como uma categoria generalizadora e uniforme. Ou, em outras palavras, estar atento para o fato de que, em um mesmo período ou circunstância histórica, os jovens não devem ser tomados como algo homogêneo ou uno; ou como formando um único e indivisível grupo, mas de uma forma plural, diversa e, em alguns casos, antagônica e adversária.
Desse modo, o objetivo central para este minicurso é analisar ideias e ideais sobre juventude, sobretudo estudantil, na cidade de Fortaleza, entre as décadas de 1930 e 1940. A ênfase é para a análise de documentos estudantis, fontes hemerográficas, documentos oficiais e estudos bibliográficos. Analisar práticas intencionadas em demarcar identidades e indicar comportamentos tidos como os mais adequados para o melhor aproveitamento das potencialidades juvenis. Dentre as iniciativas orientadas por e para os jovens, destacam-se aquelas alusivas ao Centro Estudantal Cearense CEC, fundado 1931, e que visou responder ao desejo de aglutinar os jovens estudantes em uma entidade única, que os representasse para além dos estabelecimentos de ensino.
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Objetivos específicos
Dos objetivos específicos concernentes ao objetivo geral de analisar ideias e idéias sobre juventude em Fortaleza nas décadas de 1930 e 1940, destacam-se o intuito de analisar as principais iniciativas associadas à juventude, bem como a repercussão na cidade: construção da “Casa do Estudante”; “Torneios Intercolegiais de Cultura”; “Polícia Estudantal”; “Olimpíadas Estudantais”. E também, as lutas pela “meia” nos cinemas, nos teatros e nos bondes. A exemplo da disputa que envolveu o Centro Estudantal Cearense e a Companhia Ceará Ligth, concessionária na prestação dos serviços de transporte via bonde na capital, e que referiu à relutância da companhia inglesa em aceitar o abatimento de 50% nas passagens dos bondes para os estudantes. Vale salientar que as lutas por residências estudantis e condições propícias aos estudos, “meia” passagem nos transportes coletivos, “meia” entrada nos cinemas, enfim, nas casas de entretenimento e diversão, são reivindicações também na nossa contemporaneidade.
Metodologia de trabalho
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Expositiva, estudo bibliográfico, análise de fontes.
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Público a que se destina a atividade
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Estudantes de graduação.
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Programação
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1º dia: estudo bibliográfico, análise de fontes.
2º dia: estudo bibliográfico, análise de fontes.
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Bibliografia básica de acordo com as normas da ABNT
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CAMPOS, Eduardo. As Atividades do Centro Estudantal Cearense de 1932 a 1936. In: Revista do Instituto. Fortaleza: Ano XCVII, N.º 97, 1983, p. 137 -144.
HORTA, José Silvério Baía. O Hino, o sermão e a ordem do dia. A Educação no Brasil (1930 – 1945). Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1994.
LEVI, Giovanni (org.) História dos Jovens. São Paulo: Companhia das Letras, 2 Vol. 1996.
MOREIRA, Afonsina Maria Augusto. Juventude da Pátria A(r)mada: o Centro Estudantal Cearense em Fortaleza, 1931-1945. Fortaleza: Museu do Ceará/SECULT-CE, 2006 a.
RAMALHO, Bráulio Eduardo. As Lutas Políticas dos Universitários Cearenses, 1964/1968. Fortaleza: UFC, Dissertação de Mestrado em Educação, 1992.
RIVIÈRE, Claude. Os Ritos Profanos. Rio de Janeiro: Vozes, 1996.
SANT`ANNA, Denise Bernuzzi de. O Prazer Justificado. História e lazer (São Paulo, 1969/1979). São Paulo: MTC – CNPq/ Marco Zero, 1994
SENNET, Richard. Carne e Pedra. Rio de Janeiro: Record, 1997.
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Gráfica/copiadora onde estarão disponíveis os textos
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Copylight
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Recursos didáticos necessários
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Pincel, apagador.
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