quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Minicurso 2: Práticas de leituras de documentos oitocentistas: acervos administrativos e eclesiásticos.


Minicurso 2

Identificação do(s) proponente(s)

Proponente 1:

Nome

Expedito Eloísio Ximenes

Currículo abreviado

Expedito Eloísio Ximenes é professor adjunto do curso de Letras da Universidade Estadual do Ceará. É especialista em Filologia pela PUC-Minas, mestre e doutor em Linguística pela UFC. Pesquisa documentos do Ceará colonial há mais de dez anos no APEC. Publicou o livro Autos de Querella e Denúncia...: Edição de Documentos Judiciais do Século XIX no Ceará para Estudos Filológicos. Fortaleza: ed. LCR, 2006. Coordena o grupo de pesquisa PRAETECE (Prática de Edição de Textos do Estado do Ceará). Coordena um projeto de pesquisa sobre os gêneros textuais que eram produzidos ou circulavam na administração colonial do Ceará. Participa do projeto Memória Colonial do Ceará que prepara a edição dos documentos do Arquivo Histórico Ultramarino relativos ao estado do Ceará. Tem ministrados vários cursos de extensão e oficinas sobre noções de Paleografia e Diplomática e leitura de documentos

E-mail



Proponente 2:

Nome

Maico Oliveira Xavier

Currículo abreviado

Maico Oliveira Xavier é Mestre em História Social pela Universidade Federal do Ceará – UFC, tendo defendido sua dissertação de mestrado, intitulada “Cabôcullos são os brancos”: dinâmicas das relações sócio-culturais dos índios do Termo da Vila Viçosa Real – Século XIX, no dia 7 de junho de 2010. Atualmente é doutorando em História pela mesma instituição, e vem desenvolvendo pesquisa sobre a situação dos “Índios na província do Ceará (1822-1889)”. Desde 2005 atua como pesquisador em diferentes acervos históricos do Ceará, tendo contato e analisando vários documentos administrativos e paroquiais, registros de suma importância para o estudo das populações pretéritas. Dentre os arquivos com os quais manteve e mantêm contato, destaca-se: o Arquivo da Cúria Diocesana de Tianguá – ACDT; Arquivo da Cúria Diocesana de Sobral – ACDS; Arquivo Público do Estado do Ceará; e, por último, Arquivo da Cúria Diocesana de Fortaleza – ACDF. Ademais, é membro do grupo de pesquisa PRAETECE (Prática de Edição de Textos do Estado do Ceará), com experiência e práticas de leituras de documentos setecentistas e oitocentistas, produzidos por representantes da Igreja Católica e administradores do Ceará.

E-mail

TÍTULO

Práticas de leituras de documentos oitocentistas: acervos administrativos e eclesiásticos.

EMENTA

Este minicurso busca dar conhecimento a respeito dos arquivos existentes no Ceará e do seu acervo documental. Fazendo apresentações, leituras e transcrições de documentos oitocentistas, produzidos por representantes da Igreja e administradores no Ceará. Buscaremos manter um diálogo aberto e construtivo com os participantes, dessa maneira, considerando as possibilidades de análises dos registros sob vários olhares e perspectivas, esperamos, portanto, contribuir para promover o desenvolvimento de novas pesquisas históricas.

OBJETIVO GERAL
Apresentar os principais acervos documentais cearenses e refletir sobre sua importância para o estudo de grupos e sujeitos sociais que ajudaram na constituição da história do Ceará oitocentista.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS
1) Apresentar a documentação existente nos arquivos cearenses como essencial às pesquisas de estudiosos de diferentes áreas do conhecimento;
2) Fazer leitura conjunta visando facilitar a compreensão literal dos textos;
3) Oferecer fontes primárias para o estudo da história do Ceará no século XIX;
4) Refletir, através da análise de fontes político-administrativas e eclesiásticas, sobre as relações sociais envolvendo colonos, autoridades laicas, religiosos, índios, negros e seus descendentes.


METODOLOGIA DE TRABALHO
Nosso trabalho será desenvolvido da seguinte forma:
Primeiramente, disponibilizaremos aos participantes, via e-mail ou deixando em Xérox, textos de autores, historiadores e filólogos, que discutem sobre noções de paleografia e práticas de leituras de documentos coloniais e imperiais. Nesse momento, o recurso da internet será indispensável à comunicação entre os envolvidos no referido minicurso.
Num segundo momento, em sala de aula, a dinâmica consistirá em: apresentação dos arquivos cearenses; apresentação dos documentos por meio de data-show, leitura literal e conjunta dos textos; transcrição de alguns documentos.

PÚBLICO A QUE SE DESTINA A ATIVIDADE
Estudantes de história, letras e áreas afins.

PROGRAMAÇÃO
Primeiro dia:
1. Arrolar os arquivos que preservam fontes documentais do Ceará: Arquivo Público do Estado do Ceará (APEC); arquivos eclesiásticos das várias dioceses do Ceará; documentação dos cartórios cearenses; e documentos do Arquivo Histórico Ultramarino

  1. Algumas noções preliminares sobre o método paleográfico e normas de transcrição de documentos.

  1. Apresentação e leitura de documentos do APEC, Arquivo Histórico Ultramarino e arquivos eclesiásticos (Arquidiocese de Fortaleza e Diocese de Tianguá-Ce).


Segundo dia:

1. Leitura coletiva de alguns documentos dos arquivos e transcrição conservando as formas originais

  1. Apresentar a estrutura formal dos documentos. Cada gênero textual apresenta uma organização formal diferente, por exemplo, um requerimento, um bando, uma carta etc., têm estrutura diplomática diferente e a análise desta estrutura é muito importante para compreender o todo do texto.


BIBLIOGRAFIA BÁSICA DE ACORDO COM AS NORMAS DA ABNT
ACIOLI, Vera Lúcia Costa. A escrita no Brasil colônia: um guia para a leitura de documentos manuscritos. 2. ed. Recife: Massangana, 2003..
BELLOTTO, Heloísa Liberalli. Arquivos permanentes: tratamento documental. 4. ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2007.
______. Diplomática e tipologia documental em arquivos. 2. ed. Brasília: Briquet de Lemos Livro, 2008.
_____.Como fazer análise diplomática e análise tipológica de documentos de arquivos. São Paulo: Arquivo do estado e imprensa oficial do estado, 2002.
BERWANGER, Ana Regina; LEAL, João Eurípedes Franklin. Noções de Paleografia e de Diplomática. 3. ed. Santa Maria: editora UFSM, 2008.
DÍAZ, Juan Carlos Galende. Los ciclos escriturários. In: TERRERO, Angel Riesco
(Org.). Introducción a la paleografia y la diplomática general. 2. ed. Madrid: Editorial GARCÍA, Elisa Ruiz. La escritura Humanística y los tipos gráficos derivados. In: TERRERO, Angel Riesco (Org.). Introducción a la paleografia y la diplomática general. 2. ed. Madrid: Editorial Síntesis, 2004.
Síntesis, 2004.
DICIONÁRIO BRASILEIRO de Terminologia Arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional. 2005. Disponível em: <http://www.conarq.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=20>. Aces. em 05 de out. de 2007.
FLEXOR, Maria Helena Ochi. Abreviaturas: manuscritos dos séculos XVI ao XIX.
3 ed. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2008.
HIGOUNET, Charles. História concisa da escrita. São Paulo: Parábola, 2003.
PIQUERAS, María Belén. Concepto, Método, Técnicas Y Fuentes de la Diplomátca. In. TERRENO, Àngel Riesco (Org.) Introducción a la Paleografía y la Diplomática General. 2a. ed. Madrid: Editoral Sintesis, 2004.
SÁNCHEZ, Carlos Sáez; GONZÁLEZ, Antonio Castillo. Paleografia e história de la cultura escrita: del signo a lo escrito. In: TERRERO, Angel Riesco. (Org.). Introducción a la paleografia y la diplomática general. 2. ed. Madrid: Editorial Síntesis, 2004.
SPINA, Segismundo. Introdução à edótica: crítica textual. 2. ed. São Paulo: EDUSP, 1994.
SCHWARTZ, Stuart B. Burocracia e Sociedade no Brasil Colonial. São Paulo: Editora Perspectiva, 1979
SALGADO, Graça. Fiscais e Meirinhos: a Administração no Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. s.d.


Gráfica/copiadora onde estarão disponíveis os textos
Xerox da Psicologia (UFC)

Recursos didáticos necessários
Data-show e computador (imprescindíveis)


Outras informações
Alguns textos podem ser enviados diretamente para os alunos por meio de e-mails.

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